Os Mapas dos Mundos
- Anima Animus
- 24 de set. de 2023
- 3 min de leitura

Espelho, espelho meu. Quem acena do outro lado? Quem é este ser chamado por mim de “Eu”? Uma das questões mais fundamentais, uma das grandes questões humanas. Impossível querer trilhar os caminhos da espiritualidade, sem uma resposta significativa a essa pergunta. E o que seria uma resposta significativa? Uma resposta fácil? Provavelmente, não. Quem deseja expandir a mente, a consciência, deve estar disposto a quebrar a cabeça. Afinal o crescimento requer espaços cada vez maiores. Nada de fórmulas simplistas, de comidinha mastigada. Somos adultos ou não somos? Estamos preparados para a responsabilidade? Liberdade, poder e responsabilidade formam uma tríade interconectada, proporcionando harmonia e equilíbrio, conceitos chaves para a Mãe Natureza. Responsabilidade rima com fraternidade e a fraternidade exige uma visão de mundo ancorada em determinados princípios peculiares.
É importante frisar que tenho minhas convicções, minhas respostas e minhas dúvidas e não estou aqui para impor posições, mas, sim, para expor perspectivas, estimular a pesquisa, o estudo. Cada um deve construir suas próprias respostas, assim como estar aberto a revisar suas descobertas diante de informações novas ou divergentes. Dá trabalho mesmo, no entanto, a partir de uma boa motivação, somos capazes de vencer os desafios. As motivações estão diretamente vinculadas às nossas visões de mundo, aos paradigmas. Voltamos para o inicio, voltamos para os questionamentos. Está preparado para encarar perguntas difíceis? As grandes perguntas? Todo conhecimento brota das inúmeras perguntas formuladas pelos seres humanos. O próprio ato de criar perguntas já é uma arte em si, muitas vezes, ignorada pela ênfase nas respostas. A priori, parece chato quebrar cabeça com questões complicadas, questões que parecem não influenciar o nosso cotidiano, por isso, dou um conselho: o imediatismo nunca foi bom conselheiro.
Quantas decisões você toma no seu dia a dia? Quantas escolhas você faz? Quais são as bases, os fundamentos das suas escolhas? Escolhe no piloto automático? Acredita não ter escolha? Vale a pena refletir sobre tudo isso. Existe uma escala pessoal de valores associada a cada escolha. O mais importante, o mais urgente, o inadiável, aquilo que deixamos para depois ou para nunca ser feito. A escala de valores por sua vez está baseada numa interpretação particular da realidade, mais ou menos consciente, mais ou menos refletida, a depender de quem se trate. As interpretações são feitas a partir de todo conhecimento acumulado durante a vida, seja em livros, em escolas ou com as múltiplas experiências cotidianas. Percebem como tudo se conecta? A importância do estudo, do estar atento, das experiências.
1,5kg de cérebro, aproximadamente 86 bilhões de neurônios, capazes de trilhões de sinapses (ligações entre as células cerebrais). Nossa quantidade de neurônios equivale quase a metade da quantidade de estrelas na Via Láctea. Uma pequena galáxia dentro de cada cabeça. Qual o nosso potencial? Nós exercitamos nosso cérebro ou temos preguiça de desafiar as bilhões de células na nossa cabeça? Livros, meditação, experiências desafiadoras, livros e mais livros. Seriam Einstein ou Clarice Lispector, por exemplo, superiores aos meros mortais? Ou seriam apenas mais dedicados em expandir seu potencial? Isso falando de duas grandes mentes humanas, em suas respectivas áreas. Contudo, e se pensarmos num trabalho em equipe? Nesse caso, muito mais que uma pequena galáxia, teríamos um universo vibrante, pensante, capaz de maravilhas! Queremos soluções mágicas para nossos problemas, esquecendo dessa mágica tempestuosa que ocorre dentro dessa galáxia viva, nosso cérebro!
Quem somos nós? Para onde vamos? De onde viemos? O que é a realidade? Do que somos feitos? Do que são feitos os pensamentos? Existe alma, espírito? Estamos separados ou conectados? Eis questões extremamente desafiadoras, polêmicas e poderosas. Ler os inúmeros autores que tratam essas questões, nos mais variados pontos de vista, é fundamental. Quanto mais pontos de vista, melhor para que possamos tomar decisões conscientes, refletir e construir nossa própria visão. Desafio todos vocês a iniciar essa jornada. Desafio vocês a construírem os significados de suas vidas para, a partir deles, poderem orientar-se melhor.



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