Morte por Divina Encomienda
- Anima Animus
- 24 de set. de 2023
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Tenochtitlan
A cidade prometida
Dos reis de Leão e Castela?
Prometida pela InterCoetra, por Tordesilhas?
A Veneza americana, mexica, pré-colombiana
Portentosa, erguida sobre pântanos
Sucumbe ao ataque de almas pantanosas, espanholas
Cusco
O umbigo desterrado de um novo mundo, um mundo velho
Agora, todos os caminhos levam a Lima ou a Potosí, Sevilha
Encomendam a morte, encomendam os índios
Minam milhares de vidas
Minam e mineram, minam e mineram
Extraem a prata, extraem o ouro, o açúcar, o algodão
Extraem a alma que julgavam
Existir Não
Eram tantos quanto formigas no formigueiro
Suplicaria um tal de Las Casas
Deserto...
Zombavam do Deus espanhol
Pois nos olhos de seus fieis
Não viam senão o reflexo do inferno
Para o qual eles estavam condenados na subvida presente
Tópicos do Poema: séc. XVI,
Conquista e invasão do continente americano pelos europeus, pioneiramente portugueses e espanhóis...
Milhões de indígenas... mortos nas guerras de conquistas, mortos nas devastadoras epidemias.
Dois grandes impérios, inca e asteca, sucumbem diante das artimanhas espanholas. Contradições e conflitos internos habilmente exacerbados pelo ambicioso conquistador ibérico.
Mita e encomienda, formas de recruturar mão de obra para um trabalho compulsório que desestabilizou ainda mais os já fragilizados sobreviventes às guerras do início desse sangrento século. O europeu redescobriu o que havia de pior em si mesmo...



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