História Lítica
- Anima Animus
- 24 de set. de 2023
- 11 min de leitura

Tatara-tatara-tatara-tataravós etc e tal. Já ouviu falar dos avós dos seus avós dos seus avós? Provavelmente, conhece ou conheceu apenas seus avós e quem sabe ouviu falar dos pais deles. E quanto a seus pais? Quanto às pessoas que lhe criaram? O quão semelhantes e distintos vocês são? O físico, as feições, os olhares, os gostos, os gestos, os hábitos, os sonhos. Existe um legado deixado de pais para filhos? Existe um aprendizado com os ditos e não ditos, exemplos inspiradores ou aterradores? Agora pensemos na família, nas diversas configurações de família. Semelhanças, diferenças em relação a você? E de uma família com a outra, de um bairro com o outro, de uma cidade com a outra, dos campos com as cidades, dos estados, dos países, do planeta? Existe conexão? É profunda essa conexão? Continuaria profunda essa mesma conexão se recuarmos seis, sete milhões de anos atrás?
Sahenantropus tchadensis, Toumai, nome atribuído ao mais antigo crânio fóssil de um hominídeo encontrado na floresta tropical do Chade, centro-norte da África com idade estimada entre 6 ou 7 milhões de anos. Australopithecus (do latim australis, “do sul” e do grego pithekos, “macaco”), fosséis de um ancestral hominídeo, com idade aproximada de 4 milhões de anos, localizados nas regiões da Etiópia, Quênia e Tanzânia. Mas, como podem os pesquisadores (paleoantropólogos) conseguir datar com alguma precisão datas tão distantes? Química, Carbono, a molécula que compõe todos os organismos vivos. Método de datação por carbono-14. Convido vocês a pesquisarem como isso é feito. Recordam-se da interconexão entre as Ciências, citada no texto anterior? Eis um exemplo, às vezes, as ligações são evidentes como essa e as vezes estão em “camadas mais profundas”:
Hominídeo: os primatas são divididos em prossímios e antropoides. Nestes últimos estão classificadas as famílias de hominídeos (família humana) e dos pongídeos (cujas espécies atuais são o gorila, o chimpanzé, o orangotango e o gibão)
Parece que esses caçadores de fósseis investigam imensos cemitérios a céu aberto. Assustador? Temos o costume de prestar homenagens aos nossos entes queridos, após suas mortes. Costume de preservar suas memórias em lugares que resistam a passagem do tempo. Os pesquisadores já citados, descobriram a antiguidade inimaginável desse nosso costume “moderno”, sendo esses rituais, as raízes mais prováveis das primeiras religiões e formas de religiosidade. Uma curiosidade insaciável como a nossa, poderia se contentar em saber apenas sobre nossos avós, trisavós e tetravós? A questão “de onde eu vim” não pulsa em seus corações? A possibilidade de sermos, de alguma forma, irmãos de todos os seres vivos deste planeta. A possibilidade de tudo estar encadeado, vinculado num ciclo sem fim.
Um milhão de anos após os Australopithecos, teriam surgido os primeiros seres do gênero Homo, do qual fazemos parte, os Homo Habilis. Habilis rima com habilidade? Quais seriam as habilidades dessa espécie de hominídeo? Já parou para pensar no porquê do termo Idade da Pedra? Habilidade, pedra, mãos, polegar opositor. Nossa capacidade de pegar coisas, objetos. Quantos animais possuem essa capacidade? A habilidade de manipular objetos e construir, trabalhar a matéria natural e transformá-la numa matéria artificial, humana. Esses seres teriam construído ferramentas de pedra, em outras palavras, pedras lascadas. No entanto, já foram encontradas ferramentas de pedra utilizadas ainda por uma das espécies de Australopithecos. Estaria o trabalho no centro da evolução humana?
Como compreendemos o trabalho, a ideia de trabalho? Tortura, chatice, obrigação, desgaste, profissão, dinheiro, produção, criação, realização, vida humana, vida desumana? Tripalium, palavra precursora do termo “trabalho”, originária do latim que significaria, literalmente “três paus”. Estes, por sua vez, estavam associados, primeiramente a um instrumento da lavoura e posteriormente utilizados, no Império Romano, enquanto instrumento de tortura dos escravos. Uma palavra que nos remete as atividades agrícolas, uma das mais antigas atividades humanas, conquistada no período denominado de Neolítico e às técnicas de tortura, igualmente antigas. Vida, morte. Alimento, sofrimento. Podemos considerar essas ideias apropriadas? O trabalho dignifica o homem?
Andar de cabeça erguida, um dito popular referente à dignidade humana, referente a ser respeitado, a ser gente! Há quanto tempo andamos, realmente, de cabeça erguida? Andar bípede (sobre duas patas, dois pés), andar ereto. Homo erectus, dois milhões de anos atrás, aproximadamente, teria surgido o primeiro hominídeo com o andar ereto, por excelência, apesar dos Australopithecos já serem considerados bípedes. O andar ereto parece nos distinguir, significativamente dos primatas. Também olhamos para o chão, para terra, mas miramos, principalmente a frente, tanto a frente, quanto o alto. Miramos as estrelas, nosso pensamento se eleva acima do solo. E você, quantas vezes parou para exercitar essa habilidade de mirar as estrelas?
Vale ressaltar que essa trajetória evolutiva da humanidade não seguiu uma linha reta simples e ascendente. Algo muito mais semelhante aos galhos de uma árvore seguindo para diversas direções ao mesmo tempo. As espécies foram surgindo e se diferenciando gradualmente, conviveram umas com as outras e constituíram vários ramos. Além disso, em Ciência, não existe ponto final sobre um assunto, porque a emersão de novos conhecimentos, suscita constantes revisões dos conhecimentos já consolidados:
(...). Apenas os representantes do gênero Homo desenvolveram a linguagem e aprenderam a controlar o fogo. O Australopithecus africanus foi considerado o ancestral direto do gênero Homo, em especial da espécie Homo erectus, mas a descoberta de fósseis de hominídeos mais antigos que o Australopithecos africanus e que pertenceriam ao gênero Homo levantam duas hipóteses: a de que o gênero Homo se separou do Australopithecus antes do que se imaginava, ou os dois gêneros se desenvolveram de forma independente a partir de outro ancestral comum.
Alguns desses vestígios e outros do Homo erectus, posterior ao Australopithecos, foram encontrados especialmente no Quênia, na Etiópia e na Tanzânia (África); também em Java (Indonésia) e China. Do Homo erectus teriam evoluído o Homem de Neanderthal (denominação dos fósseirs encontrados desde 1856 na gruta de Neanderthal, perto de Dusseldorf, Alemanha), o homem de Cro-Magno (denominação dos fósseis encontrados em 1868 em Cro-Magon, Dordogne, na França) e a espécie humana atual (Homo Sapiens) com todas as suas variações, em um longo processo ocorrido ao longo dos últimos 500 mil anos. (Vicentino, Cláudio; Dorigo, Gianpaolo – História Geral e do Brasil 1. Ed. – São Paulo: Scipione, 2010 – pg 11)
O primeiro hominídeo do gênero Homo de que se tem conhecimento é o Homo habilis. Os seres dessa espécie viveram há cerca de 3,6 milhões de anos, eles foram contemporâneos dos Australopithecos, mas sua capacidade craniana era maior (...)
Seres da espécie Homo neanderthalensis chegaram a conviver com indivíduos da espécie Homo sapiens sapiens, à qual pertencemos. De acordo com estudos de DNA divulgados em agosto de 2006, as duas espécies teriam chegado a se cruzar. [Toda a História: História Geral e História do Brasil; Jobson de A. Arruda, José; Piletti, Nelson; cap. 1, pg 9, São Paulo, 13º edição, Ed. Ática, 2014]
˜
Para muitos pesquisadores, foi no continente africano que surgiram nossos primeiros ancestrais, já que ali foram encontrados os fósseis humanos mais antigos. Segundo o historiador africano Joseph Ki-Zerbo,
‘(...) só a África registra a presença de todas as etapas da evolução rumo ao humano, do Australophitecos ao Homo erectus e aos primeiros sapiens, em diversas linhas evolutivas. (...) Nesses primeiros episódios dessa longa marcha da humanidade, os mais determinantes foram a postura ereta e os primeiros passos. (...) Virão depois o desenvolvimento do cérebro, a palavra, a invenção das primeiras ferramentas, entre as quais o machado de duas faces, instrumento factotum (arma e ferramenta) – verdadeiramente revolucionário (...); a invenção do fogo, dos ritos de significação religiosa.’ [Cotrim, Gilberto: História Global: Brasil e geral: volume único – 10. Ed. – São Paulo: Saraiva, 2012 - pg 11, cap. 1]
África. Por que a África seria o berço da humanidade? Nesse trecho acima, Joseph Ki-Zerbo nos dá a fundamentação do pensamento científico hegemônico neste momento. Esse pensamento nos conduz ao chamado monogenismo ou hipótese da origem única. Embasados em recentes estudos de DNA, os cientistas acreditam que todos os sapiens descendem de uma única “Eva” que teria vivido no continente africano há mais de 140 mil anos e depois migrado para outros continentes.
Os seres humanos hoje parecem gostar muito de viajar, juntar um dinheirinho para curtir aquelas férias tão sonhadas. Você viaja muito ou pelo menos sonha em viajar, conhecer novos lugares, aprender mais ou simplesmente se divertir, relaxar? E mudar de residência, ir morar em outra cidade, país, planeta? Parece divertido ou assustador? Parece triste ou uma aventura? Desde o chamado Paleolítico (Idade da Pedra Lascada, aproximadamente de 2,7 milhões de anos a 10.000 anos), os hominídeos e o próprio Homo sapiens migravam constantemente. Eram sociedades nômades, sem residência fixa que se deslocavam sempre que necessitavam buscar mais alimentos e segurança. Migravam para sobreviver, em busca de terras abundantes. Suas vidas eram uma viagem ininterrupta. Pesquisadores do século XIX associaram esse estilo de vida andante à uma situação muito dura e sofrida, todavia, estudos mais recentes consideram essa vida nômade, muitas vezes mais tranquila do que nossas vidas modernas, possibilitando, inclusive uma expectativa de vida relativamente alta para os padrões da época.
Qual teria sido o grande divisor de águas entre a vida nômade e à vida sedentária? Se nossos ancestrais mudavam-se sempre à procura de alimentos, então seria necessário algo que solucionasse esse “problema”. Agricultura, pecuária, armazenamento e preservação de alimentos. Esses aprendizados, ocorridos gradualmente, de modos diversos e em lugares distintos, constituíram em seu conjunto a chamada de Revolução Neolítica (Idade da Pedra Polida à mais ou menos 10.000 anos). A passagem de uma vida nômade à uma vida semi-nômade e posteriormente, sedentária. Nem todos os povos adotaram ou desenvolveram essas técnicas. Até hoje existem povos nômades e semi-nômades? Povos que vivem da caça, da pesca e da coleta de frutos silvestres, denominados caçadores-coletores? Esta seria uma boa pesquisa a se fazer. Os porquês dessa transformação ou não-transformação, lembrando sempre que são povos dinâmicos, possuidores de história como qualquer outro e não seres estagnados, congelados nos tempos líticos.
Cristóvão Colombo parece ter chegado bem atrasado, no dia 12 de outubro de 1492, reivindicando a descoberta e posse da nomeada América sob as ordens dos reis católicos de Espanha. 12.000 anos seria a data mais conservadora para a chegada dos primeiros humanos ao continente americano. Pesquisadores como a arqueóloga brasileira, Niède Guidon defendem uma chegada muito mais antiga, oscilando entre 40 e 70 mil anos! A brasileira se vale dos antigos vestígios materiais de atividade humana encontrados no sítio Boqueirão da Pedra Furada, no Parque Nacional da Serra da Capivara em São Raimundo Nonato (PI). Essa chegada possui controvérsias relativas a datação e às possíveis trajetórias. As hipóteses mais consolidadas falam da travessia pelo Estreito de Bering, entre o Alasca e a Sibéria, numa idade glacial, devido à uma espécie de ponte de gelo, ligando os dois continentes e contam sobre a possibilidade de chegada à América do Sul através das Ilhas do Oceano Pacífico, passando pelo continente oceânico, ou Oceania, cercado por inúmeras ilhas (Indonésia, Melanésia, Polinésia) que teriam permitido uma navegação rudimentar, atravessar o Pacífico, gradativamente.
Luzia, um crânio datado em cerca de 11.000 mil anos, descoberto em uma missão arqueológica, envolvendo brasileiros e franceses em 1970, na região de Lagoa Santa (MG). Sempre que imaginamos a presença negra em território americano logo nos vem a cabeça o terrível período escravista vivido por séculos no que viria a ser o Brasil. Contudo, este fóssil nos convida a recuar muito mais no tempo a presença negra, provavelmente oriunda do continente oceânico onde até hoje existem os povos negros da Melanésia. Melanina, Melanésia. Saindo do território brasileiro e indo para o território mexicano, na região onde atualmente encontram-se os estados de Veracruz e Tabasco nos deparamos com a chamada civilização olmeca que teria florescido há cerca de 1.500 até 400 a.C. Essa civilização, considerada a matriz das civilizações mesoamericanas posteriores nos deixou grandes esculturas de pedra (megalitos) cujas faces retratadas possuem indiscutíveis traços negroides, assim como nossa Luzia. O que teria ocorrido com esses primeiros povoadores das Américas? Essa questão continua em debate. Miscigenação, guerras e extermínio são possibilidades abertas. Quando os europeus chegaram aqui, existiam povos de notável ascendência asiática. Seriam os nossos indígenas uma mistura dos primeiros descendentes de asiáticos e oceânicos que habitaram esse continente?
Toda essa conversa até agora compõe a vertente explicativa evolucionista para a compreensão das origens humanas. No entanto, outra vertente, muito mais antiga se impôs no pensamento humano durante milênios: o criacionismo. Essa vertente de matriz religiosa explica a criação humana a partir do livro sagrado de cristãos e judeus, especificamente o livro de Gêneses. Percebem a semelhança entre a palavra Bíblia e biblioteca? Esta semelhança não é à toa, porque a Bíblia compõe um conjunto de livros, considerados sagrados pelas tradições judaicas e cristãs. Para além desse criacionismo bíblico, vale ressaltar as inúmeras explicações mítico-religiosas de inúmeras sociedades não cristãs e não judias, como os povos da Índia ou da China, por exemplo, onde hoje vive metade da população humana terrestre. Essas vertentes religiosas, tem em comum, o fato da criação ter sido empreendida por entidades ou forças sobre-humanas e para muitos sobrenaturais. No caso bíblico, o ser humano, aparece como um ser à parte da criação do Deus único, superior a todos os outros, um ser não animal, portador do sopro divino, o espírito ou alma.
Religião e religiosidade são umas das manifestações mais antigas da humanidade, sendo verificadas desde as eras paleolíticas. Lembram aquelas perguntas fundamentais da humanidade? Desde o desenvolvimento do pensamento abstrato, da linguagem e das artes, os seres humanos de diversas sociedades se perguntaram sobre suas origens, sobre quem eram. As explicações mítico-religiosas foram as primeiras respostas às essas questões. Os mitos nos contam a história de tempos sem tempo, fora do tempo, tempos atemporais; eles falam de deuses, heróis e forças sobrenaturais; constroem arquétipos e refletem a organização social das sociedades que os constituíram e são constituídas por eles. No final das contas, os mitos, assim como as religiões representam um sentimento de conexão com os ancestrais, com o divino, com a natureza e com nós mesmos, uma ânsia por isso. Religiões e mitos também representam formas de acumular conhecimentos ao longo de milênios. Ou o conhecimento só aparece a partir do desenvolvimento do método científico? Existem outras formas válidas de conhecimento ou de acessar o conhecimento? Seria possível a conciliação entre Ciência e Religiões? Por que essa ideia de que Religião não se discute? Por que discutir um tema e ter ideias diferentes tem que significar agressões? O aprendizado não nasce das dúvidas e contradições, da vontade de aprender mais? Continuemos nossas migrações, nossas viagens para conhecer melhor o mundo e a nós mesmos.
Não soa no mínimo intrigante todas essas barreiras levantadas, principalmente pelos países mais poderosos à imigração? Não somos todos frutos de incontáveis migrações (imigrações e emigrações)? O que significa o território para os povos nômades, sem residência fixa? O que significa essa ideia de pertencimento ou não pertencimento? Essa inclusão ou exclusão. O que podemos aprender com nossos longínquos ancestrais? Aprender que eles estão mais próximos do que parecem? Pensar o Todo, a Terra como uma casa partilhada? Aprender a conviver melhor uns com os outros, os filhos daquela mesma Eva africana.
A História Lítica (tempo que engloba o Paleolítico e o Neolítico) não parece tão entediante e tão distante assim, concordam? Mas, caso vocês estranhem esse nome e resolvam pesquisar para saber mais, não irão encontrar nada. Isso porque esse termo foi cunhado por mim a fim de combater a visão disseminada no século XIX e consolidada, enquanto nomenclatura histórica da Pré-História. O que seria a Pré-História? Um tempo sem história? Sociedades humanas a-históricas? No séc XIX, os historiadores europeus acreditavam que a história seria privilégio das sociedades letradas, em outras palavras, a escrita iria definir quem possuía ou não história. Essa questão está ligada ao entendimento do que sejam fontes e documentos históricos, ou seja, a matéria-prima do historiador. Naquela época, apenas os documentos escritos e oficiais eram considerados válidos para construção do conhecimento historiográfico. Imaginem as consequências dessa concepção, dessa visão de mundo. Muitas pessoas estariam à margem da história, incluindo analfabetos que vivem nas cidades e nos campos. Os historiadores atuais já superaram essa visão, mas o termo persiste:
Hoje, contudo, a maioria dos estudiosos já não aceita essa concepção da História. Longe de buscar uma verdade única, muitos historiadores argumentam que só é possível estudar versões dos acontecimentos passados. Para isso, tudo que é produzido pelo ser humano – utensílios, ferramentas, obras de arte e até mesmo as crenças de um camponês que não conheceu a escrita – vale como fonte de informação.
Assim, o termo Pré-História deixou de ser excludente, de significar um período de sociedade sem História, para denominar um momento no passado, no qual os grupos humanos dominaram o fogo, inventaram a roda, criaram a pintura rupestre, a agricultura e as primeiras formas de manifestação religiosa. [Toda a História: História Geral e História do Brasil; Jobson de A. Arruda, José; Piletti, Nelson; cap. 1, pg 9, São Paulo, 13º edição, Ed. Ática, 2014]
Esta discussão se reflete nos direitos sociais, na cidadania? Então, imaginei várias maneiras de nomear esse período de modo a retratá-lo o mais fielmente possível: história ágrafa, história primitiva, história originária, história nômade etc. História Lítica pareceu-me o mais adequado, pois incorpora termos já consolidados para datação dessa época (Paleolítico e Neolítico) e por enfatizar uma especificidade desse período, a pedra, enquanto principal matéria-prima de instrumentos e posteriores construções; a pedra símbolo das primeiras formas de trabalho, a grande peculiaridade humana, um dos grandes responsável pelos processos de hominização ou humanização. O tornar-se homem e mulher, o tornar-se humano, porque nos percebemos seres inconclusos. Seres que se constroem a si mesmos.



Comentários