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As Maçãs Girantes

  • Foto do escritor: Anima Animus
    Anima Animus
  • 21 de set. de 2023
  • 2 min de leitura

Atualizado: 21 de set. de 2023

Estamos no séc. XIX da Europa cientificista. A Europa “civilizada, ilustrada”. No entanto, elas giram. As mesas giram, batem, erguem-se no ar. Mero entretenimento, diversão? Obra de hábil prestidigitador? Mas onde o lucro? Por que tamanha difusão mundial? Ilusão de ótica? Alucinação coletiva? Seria uma epidemia literária, religioso-filosófica? Um novo fenômeno físico, tal qual o magnetismo, a eletricidade ou, ainda, efeitos desconhecidos destes? Um efeito inteligente demanda uma causa inteligente? No entanto, elas giram. Giram da Europa à América e talvez girassem alhures, se não fosse a estreita perspectiva eurocêntrica. Giram em choupanas, casebres, palácios. Antes que alguém as explique, explicam-se. Dizem para que vieram: “ Somos Espíritos”.

A maneira da prosaica “maçã newtoniana”, escondiam, também, fantásticos segredos da Natureza. Essas mesas frenéticas iriam revelar todo um universo sobreposto ao nosso. Pelo menos foi assim que pensou o pedagogo Hippolyte Léon Denizard Rivail de Lion, futuramente conhecido como Alan Kardec. Não só ele como vários observadores, pensadores e curiosos antes e depois dele. Assim, um novo nome foi cunhado, Espiritismo, a fim de diferenciá-lo das demais correntes espiritualistas. Mais que isso, toda uma nomenclatura emerge, repleta de neologismos e ressignificações como: médium, perispírito, fluído cósmico universal, erraticidade etc.

Essa nomenclatura lastreou uma nova doutrina, referenciada nas chamadas revelações dos espíritos, nas quais ecoavam diversos ensinamentos antigos: reencarnação, comunicação com o além, evocações, magnetismo animal, regiões celestes ou infernais, moral evangélica, um Deus Supremo. Sem embargo, suas peculiaridades, incluindo as curiosas comunicações, psicografias e sua sistematização doutrinária, lhe valeram o status de nova filosofia religiosa com potencial universalizante, contudo, sem as pretensões proselitistas tradicionais. Seria o Espiritismo capaz de reconciliar ciência e religião? Os espíritas dizem “sonoro sim”. Quanto aos céticos, esses ainda não se deram ao trabalho de se debruçarem seriamente sobre um assunto tão insignificante, na opinião deles, digno de suas piadas desrespeitosas. No entanto, elas giram?



 
 
 

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